sexta-feira, 13 de outubro de 2017

reportagem do jornal "O século": sexta-feira,13 de outubro de 1917


 
Milagre de Fátima – no jornal “O Século” de 17 de Outubro de 1917

Atenção, este artigo foi publicado 7 anos 11 meses 23 dias atrás.
Já em maio de 1917 Jacinta e Lúcia haviam dito que a Senhora que tinham visto prometera um milagre para o dia 13 de outubro, ao meio-dia, como prova da sinceridade dos pequenos. Tinham recordado essa promessa várias vezes e nunca tinham alterado a sua história, nem mesmo sob a coação de maus tratos e perseguições capazes de aterrorizar umas crianças de dez, nove e sete anos. E no dia predito por elas, setenta mil pessoas afirmaram ter presenciado o sol girar e ameaçar cair. Um testemunho tão amplo veio confirmar que as crianças tinham visto efectivamente a Mãe de Deus e que fora concedido a essas almas simples da Cova da Iria aquilo que fora recusado aos fariseus de coração incrédulo e adúltero: um sinal no céu.
– Walsh, William Thomas, “Nossa Senhora de Fátima”, pág. 172. Quadrante, São Paulo, 1996.
“O Século” noticia: O MILAGRE DO SOL
O jornal “O Século” publica um artigo de Avelino de Almeida, onde este descreve o que presenciou na Cova da Iria no dia 13 de Outubro de 1917.
COISAS ESPANTOSAS! COMO O SOL BAILOU AO MEIO DIA EM FÁTIMA As aparições da Virgem – Em que consistiu o sinal do céu – Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre. Lucia, de 10 anos; Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, que na charneca de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourem, dizem ter falado com a Virgem Maria.
OUREM, 13 de Outubro Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezasseis horas de ourem, na estação de Chão de Maçãs, onde se apearam também pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao “milagre”, perguntei, de chofre, a um rapazote do “char-á-bancs” da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardónico e o olhar enviesado, não hesitou em responder-me:– Eu cá só lá vi pedras, carros, automóveis, cavalgaduras e gente!
Por um fácil equivoco, o trem que nos devia conduzir, a Judah Ruah e a mim, até à vila, não apareceu e decidimo-nos a calcoffiar corajosamente cerca de duas léguas por não haver lugar para nós na diligência e estarem, desde muito, afreguesadas as carruagens que aguardavam passageiros. Pelo caminho, topámos os primeiros ranchos que seguiam em direcção ao local santo, distante mais de vinte km bem medidos.
O sol nasce, mas o cariz do céu ameaça tormenta. As nuvens negras acastelam-se precisamente sobre as bandas de Fátima.
Pelas dez horas, o céu tolda-se totalmente e não tardou que entrasse a chover a bom chover. As cordas de agua, batidas por um vento agreste, fustigam os rostos, encharcando a estrada e repassando até os ossos os caminhantes desprovidos de chapéus e de quaisquer outros resguardos. Mas ninguém se impaciente ou desiste de prosseguir e, se alguns se abrigam sob a copa das árvores, junto dos muros das quintas ou nas distanciadas casas que se debruçam ao longo do caminho, outros continuam a marcha com uma impressionante resistência, notando-se algumas senhoras cujos vestidos colados aos corpos, por efeito do ímpeto e da pertinácia da chuva, lhes desenham as formas como se tivessem saído do banho!
O astro lembra uma placa de prata fosca e é possível fitar-lhe o disco sem o mínimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar-se realizando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
– Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!
Aos olhos deslumbrados d”aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos bíblicos e que, pálido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul..... o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fora de todas as leis cósmicas – o sol «bailou», segundo a típica expressão dos camponeses.link: http://www.deuslovult.org/2009/05/19/milagre-de-fatima-jornal-o-seculo/

           nota final:          E por acaso hoje sexta-feira, 13 de Outubro de 2017, faz precisamente 710 anos depois da sanguinária perseguição à Ordem dos Templários. Em 1319, o rei D. Diniz , conseguia do Papa João XXII a bula Ad ea ex quibus, na qual se criava a Ordem de Cristo e para a qual foram transferido todo o património e também vários dos membros da extinta Ordem Templária. Foi designado para sede o Castelo de Castro Marim, criando-se desta forma a primeira ordem militar portuguesa. O rei D.Dinis, repousa no  Mosteiro de São Dinis, Odivelas, Lisboa, Portugal

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